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“Mulheres em Movimento por uma Cidade Melhor” se reencontra com Secretário de Saúde de Mongaguá

  • Foto do escritor: Luciana Faro Guimarães
    Luciana Faro Guimarães
  • 14 de jul. de 2023
  • 3 min de leitura

O encontro que aconteceu dia 12 de julho, na Secretaria de Saúde de Mongaguá, e teve como objetivo discutir possíveis alternativas que possibilitem melhorias no atendimento médico dos Postos de Saúde, UPA e Pronto Socorro


O grupo “Mulheres em Movimento por uma Cidade Melhor” se reuniu mais uma vez com o secretário Dr. Marcelo Veiga do Marco. Dessa vez, o objetivo do encontro foi entender e propor novas alternativas para melhorar o processo de agendamento e atendimento médico na cidade de Mongaguá. Entre os principais questionamentos estavam a questão da verba destinada à saúde.


Logo no começo o Dr. Marcelo esclareceu a importância de grupos como o nosso para entender as necessidades dos munícipes; e fortalecer o canal de comunicação entre população e prefeitura. Em seguida, ele mencionou a dificuldade da prefeitura em arrecadar os impostos devidos. Segundo ele, a população deve 2 milhões à cidade em IPTU que não foram pagos. Esse fato impacta o atendimento de saúde em Mongaguá. De toda a verba arrecada, 35% é destinada apenas para a saúde do município, o que é bom, mas não é o suficiente. Dito isso, Dr. Marcelo lembrou da campanha realizada pela prefeitura para facilitar a negociação dessas dívidas e as constantes iniciativas da prefeitura em buscar mais recursos com deputados e senadores. No Portal da Transparência da Prefeitura de Mongaguá a população consegue verificar toda a movimentação e o controle de gestão do município, inclusive a verba do setor da saúde. Essa verba pode ser remanejada e para tanto a prefeitura está fazendo um recadastramento da população através de agentes de saúde que estão visitando as casas dos munícipes. É importante que a população receba em casa esses agentes para que o número de pessoas que precisam de atendimento médico na cidade seja verificado e a verba seja proporcional à necessidade do município.



Outro cenário importante foi esclarecido ao grupo; a diferença de gestão da UPA e do Pronto Socorro. O serviço prestado no PS Central de Mongaguá é terceirizado. Esse fato justifica o sentimento da população quanto ao atendimento no local ser melhor que o atendimento na UPA. A Unidade de Pronto Atendimento, localizada no bairro Agenor de Campos, prevê financiamento compartilhado com recursos dos governos federal e estadual, sendo a prefeitura responsável pelo custeio da maior fatia. “As vezes o funcionário público se acomoda e deixa a desejar”, afirma o Dr. Marcelo. Prova disso é a dificuldade que a própria secretaria tem de capacitar esses profissionais. Ao disponibilizar cursos para os profissionais da saúde, a maioria não participa alegando falta de horário nas agendas por trabalhar em mais de uma instituição. Uma das saídas encontradas pela Secretaria de Saúde foi abrir novo concurso para mais médicos com estágio probatório, ou seja, um período de dois anos de efetivo exercício do funcionário nomeado em virtude de concurso. Com esse último concurso a Prefeitura contratou mais 3 novos médicos para a cidade.


Outras questões foram levantadas nesse encontro como a qualidade dos profissionais e a dificuldade de formação de bons médicos pelo Conselho de Medicina. Segundo o Dr. Marcelo existem estudos que mostram que 80% dos médicos formados pela USP foram reprovados pelo Conselho de Medicina. E o curso de medicina em universidades particulares custa de 8 a 15 mil reais, o que não é acessível para boa parte da população.


Nesse encontro também foi mencionado a falta de insumos nos postos médicos da cidade. O secretário confirmou que houve problema devido aos processos licitatórios, mas que o problema já foi resolvido e os postos estão sendo reabastecidos. Outra questão levantada foi quanto ao atendimento odontológico nos postos que, segundo ele, possui um coordenador próprio, o Dr. Fernando Alcântara. Mas em breve essa gestão também passará por mudanças, pois os postos serão incluídos na saúde bucal dos municípios. Mesmo assim, os tratamentos oferecidos ainda serão bem limitados se resumindo a atendimentos preventivos. Ao ser questionado sobre o número de postos na cidade e a localização dos mesmos, o doutor sugeriu a população e ao nosso grupo elaborar uma “Emenda” e apresentar na Prefeitura de Mongaguá.


O grupo “Mulheres em Movimento por uma Cidade Melhor” foi criado para ouvir as demandas da população de Mongaguá para juntos debatermos e pensarmos em novas soluções para a cidade abrangendo setores como educação, saúde, transporte, lazer, segurança, entre outros. Juntem-se a nós!

 
 
 

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