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Sobre a obrigatoriedade do voto...

  • Foto do escritor: Luciana Faro Guimarães
    Luciana Faro Guimarães
  • 10 de jun. de 2022
  • 2 min de leitura

A obrigatoriedade do voto nunca me incomodou tanto como esse ano. A democracia deveria começar pela escolha de querer ou não votar.

Ser obrigado a votar me parece tão ultrapassado quanto usar a internet discada, utilizar o “Guia” para chegar a algum lugar, assistir filme em VHS ou ainda ouvir CDs. Em pleno 2022, essa obrigatoriedade me parece um atraso de vida.


Acredito no voto como uma forma legítima de exercer a democracia em nosso país. Mas mesmo assim ainda me sinto incomodada com a obrigatoriedade. E isso não tem nada a ver com o exercício da democracia em si, mas pelo fato de ter que votar em pessoas que não me representam.


Outra opção seria anular o voto ou votar em branco. Mas não acho que essa seja a melhor saída. Afinal vou me deslocar, perder meu tempo e pegar fila… e isso tudo para não escolher nenhum candidato! Não seria melhor ficar em casa? Mas essa opção eu não tenho.


Sair para votar sem acreditar que o voto pode fazer a diferença para o futuro do país, me parece um despropósito. Olho para os candidato e vejo “mais do mesmo”. As mesmas promessas, os mesmos discursos, os mesmos candidatos, a mesma falta de planejamento, o mesmo despreparo, a mesma ganância e o mesmo oportunismo. E como almejar uma mudança se nada se renova? É sempre “mais do mesmo”!


Mudança assusta, mexe com as estruturas, provoca questionamentos, abala relações, mas acima de tudo gera progresso. Não é assim em nossa vida pessoal? E deveria ser assim em nosso país. Deveríamos ter candidatos inovadores, com propostas coerentes, a procura de progresso econômico, ambiental e social. Deveríamos usar a crise econômica e sanitária que vivemos para definirmos metas audaciosas. Já sabemos o que não queremos para nosso país, agora precisamos descobrir como começar a agir de forma diferente. E quando surge alguém que parece querer ser diferente, logo sua voz é calada ou sua candidatura é retirada. A cultura “do mais do mesmo” fala mais alto e a ganância pelo poder fica explícita.


Porque a obrigatoriedade do voto não faz mais sentido?


Votar só faz sentido quando temos escolhas. E esses candidatos atuais me parecem um retrocesso. E esse retrocesso está enraizado em nossa cultura. A cultura do conformismo que ainda persiste com a “Hora do Brasil”, os fundos eleitorais, com o auxílio paletó, com os cartórios e muitas outras “burrocracias”.


Acredito na mudança e espero poder um dia usufruir dos benefícios e do progresso que ela provocará em nosso país. De momento, a única forma que tenho de começar a provocar essa mudança é escrever e colocar minhas ideias no papel para que outras pessoas leiam e repensem nesses aspectos arcaicos que nos cercam. Assim quem sabe um dia nãoseremos mais obrigados votar, mas votaremos por convicção!


Acredito na informação como meio transformador e na liberdade de expressão! Acredito em mudanças com propósitos coletivos! Acredito que compartilhar conhecimentos é evoluir. E acima de tudo acredito no poder das boas escolhas!


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